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02 janeiro, 2015
28 dezembro, 2014
The snake that eats its own tail.
Porque se algum dia pudermos viajar ao passado para corrigir os nossos erros... apenas estaremos a cometer mais.
24 abril, 2014
You wouldn't lie to us about your income, would you?
Num momento da minha vida que começo a lidar com o mundo do trabalho e das entrevistas de emprego, em que encontro mil e um sites e livros sobre os “comportamentos adequados”, “palavras-chave” e “as melhores respostas” para as entrevistas, deparo-me com isto… E se pudéssemos ser sinceros numa entrevista de emprego?
“Se não estivesse aqui (na entrevista) o que estaria a fazer?”
“Muito provavelmente a dormir!” era a resposta que eu gostaria de dar a esta típica questão cliché das entrevistas inovadoras. Em vez disso tenho que dizer que estaria a “trabalhar num projeto enorme que envolve muitas pessoas o que demonstra claramente o meu espirito de liderança e de equipa”.
Outra coisa que adorava dizer: detesto, MESMO, trabalhar em equipa por causa dos traumas dos anos de estudo em que se fazia trabalhos de grupo e acabava por fazer tudo sozinha, na noite anterior. As pessoas são horríveis.
“Como lida com o stress?” Esta é daquelas perguntas que me faz rir. “Ah lido muito bem claro, sou uma pessoa muito calma e consigo trabalhar muito bem com stress”….
Não. Provavelmente vou insultar tudo e todos. Mas o trabalho fica feito.
É relevante dizer que no dia da entrevista estou sempre especialmente bonita e que, se efetivamente for colocada, nunca irei tão bem vestida para o trabalho.
Se me perguntassem quais são os meus hobbies, diria que adoro, mesmo, dormir e basicamente tudo o que implique não fazer nada. Ficar o dia inteiro na cama é das coisas que me dá mais prazer. Estar no computador, ver televisão e, todas as noites, lá ir tomar um cafezito com o pessoal. Não há nada melhor do que uma vida assim. Mas somos obrigados, para o bem da nossa sobrevivência, a estudar e trabalhar.
Nunca usaria palavras como “polivalência” ou “proatividade” a que sou obrigada a por no meu CV.
Diria que sou Praxista e que apoio a praxe. Mostrava tudo o que lá aprendi, desde o respeito, à união, ao cumprimento de horários e prazos e a arcar com as consequências do que ficou mal feito e que desenvolveu competências em mim q eu desconhecia e que valorizo.
Gostava também de dizer que tenho muito mais de mim que nunca poderá ver na entrevista, muito menos no meu curriculum.
Só espero que nenhum dos meus futuros entrevistadores/patrões leiam isto.
Talvez seja melhor retirar o link do meu blog do currículo…
16 abril, 2014
Motivações
Podemos estudar o corpo humano por completo, saber o nome de todos os ossos que nele se encontram, podemos até saber de geografia decorando as capitais de todos os países do mundo e ainda de matemática sabendo aplicar todas as fórmulas. No entanto, nunca desvendaremos o mistério que é a mente humana. Após três anos, posso dizer com toda a certeza que aprendi, nomeadamente, que as pessoas são plásticas, que se encontram em permanente transformação, e que o seu potencial de mudança vai acontecendo em função das circunstâncias em que se encontram e também das suas opções. À medida que vão avançando na idade tornam-se, talvez, menos plásticas, mas, a verdade é que nunca deixam de o ser. As pessoas adaptam-se a tudo: às coisas boas e às coisas menos boas. Moldam o seu comportamento a tudo e todos. Por isso, é importante construirmos pessoas.
Álvaro de Campos inspira-me mais do que o próprio Fernando Pessoa, o pessimismo de Nietzche ajuda-me a ser otimista: por vezes, temos que conhecer muito bem o mau para dar valor ao bem; Klimt inspira-me com imagens, e a célebre frase “Eu quero amar, amar perdidamente!” de Florbela Espanca persegue-me diariamente. De entre muitas outras pessoas que me possam inspirar, a minha maior inspiração sempre serão os meus pais. Os meus pais mostraram-me a vida toda que sem trabalho e esforço nunca atingiremos os objetivos que pretendemos; que subir uma montanha por um tapete rolante ou passo-a-passo pode dar ao mesmo destino, mas o sentimento de realização pessoal será completamente diferente, e o olhar que lançamos para baixo reflete respeito por quem percorre o mesmo caminho da luta. Mas o caminho deve ser humilde e sincero, senão apenas estaremos a caminhar de costas para os nossos objetivos....
Álvaro de Campos inspira-me mais do que o próprio Fernando Pessoa, o pessimismo de Nietzche ajuda-me a ser otimista: por vezes, temos que conhecer muito bem o mau para dar valor ao bem; Klimt inspira-me com imagens, e a célebre frase “Eu quero amar, amar perdidamente!” de Florbela Espanca persegue-me diariamente. De entre muitas outras pessoas que me possam inspirar, a minha maior inspiração sempre serão os meus pais. Os meus pais mostraram-me a vida toda que sem trabalho e esforço nunca atingiremos os objetivos que pretendemos; que subir uma montanha por um tapete rolante ou passo-a-passo pode dar ao mesmo destino, mas o sentimento de realização pessoal será completamente diferente, e o olhar que lançamos para baixo reflete respeito por quem percorre o mesmo caminho da luta. Mas o caminho deve ser humilde e sincero, senão apenas estaremos a caminhar de costas para os nossos objetivos....
09 abril, 2014
Nunca pensei que fosse acontecer.
Hoje dei por mim a olhar para a palavra 'Objectivo' e a estranhar seriamente a presença do 'C' no meio da palavra. Seriamente. Ao ponto de achar que a palavra nunca na vida teve um 'C' ali no meio.
Novo acordo ortográfico, já não és tão novo assim....
Novo acordo ortográfico, já não és tão novo assim....
02 abril, 2014
28 dezembro, 2013
The fucking end
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| "I destroy everyone I love." |
Acabou! E um bocado de mim morreu...
Eu sei que já vou tarde. A série acabou em setembro do presente ano.
Não quero saber de comentários derrotistas... nunca NINGUÉM gosta dos finais das temporadas. Há sempre algo para reclamar e mudar. Pois, para mim foi tudo incrível, as oito temporadas inteirinhas: os 96 episódios que vi em menos de 5 meses, os 4800 minutos que tempo que esta série me ocupou. Todos os segundos valeram a pena até ao último.
p.s - se alguém me quiser oferecer presentes aceito qualquer coisa desta lista
04 dezembro, 2013
Para que raio servem as praxes?
![]() |
| Latada 2013 - Av. dos Aliados (Porto) |
praxado?
Nunca sentiu na pele o escorrer do suor dum final de dia de praxe? Não me diga que nunca lhe deram um berro… Pois, grande sorte a sua! Menos sorte tive eu… E, era bem pequena. Foi a minha mãe. Não! Foi o meu pai. Bem, para dizer a verdade, não me lembro bem. Ralhavam comigo só porque fazia asneiras ou só porque não lhes obedecia. Pais maus, os meus!
Numa coisa tenho que concordar consigo, senhor Reitor, há por aí pessoas a quem não se lhes devia dar, sequer, o direito de gritar de tão agudas que as suas vozes são. Essa, sim! Essa é a verdadeira tortura!
Mais lhe digo, malditas as flexões que fiz durante as aulas de educação física! Então não é que, as danadas, me ajudaram a fazer todas as que os meus engenheiros me mandaram fazer durante as praxes… Malditas! Malditas! Malditas! Não sei se sou a mesma depois disso...
Para que raio servem as praxes? Sim, senhor Reitor, para que raio servem as praxes? Tortura pura! Tortura imposta por uns quantos energúmenos que, só por terem mais matrículas do que os caloiros se acham superiores. Malvados! Só porque têm mais experiência, mais sabedoria, melhor conhecimento acerca das pedras desse caminho, a que se dá o nome de percurso académico, acham-se superiores… Malvados! Pois é, constou-me que, esses animais que andam por aí a praxar são capazes de coisas como colocar os caloiros em fila, dar-lhes a perceber que a vida é feita de hierarquias que às vezes os obrigam a engolir sapos, calar, olhar para o chão e não ter possibilidade de sair quando, na verdade, seria essa a sua vontade. Então, e quando os colocam a cantar em coro o hino de curso? Conseguem ser tão chatos que, mesmo quando já os caloiros o sabem de cor e salteado, são capazes de os obrigar a treinar outra vez. Estava a ver se me ocorria o nome a que se chama isso… Já sei! Persistência e perfecionismo. Malvados! Isso não se ensina a ninguém…
Continuo sem perceber para que servem as praxes… Os caloiros nem sequer se podem rir. Vá, se calhar podem. Riem-se e, lá são outra vez repreendidos. Eu, que sou eu, acho bem! É para aprenderem que, quando o assunto é sério, não se brinca. E, sejamos francos, o estudo é um caso sério. Para dizer a verdade, e aqui que ninguém nos ouve, o que mais falta neste país são pessoas assim. Pessoas incapazes de perceber que há situações na vida com as quais não se deve brincar, nem mesmo quando se está a brincar. Até para brincar, às vezes, é preciso ser-se sério. Mas continuando com a temática em questão, para que servem as praxes, senhor Reitor? Não me explica? De verdade, sei pouco dessas coisas… até porque, só cheguei a cardeal. Calma! Calma! Calma! Pode parar já por aí. Não lhe admito que faça juízos de valor sobre a minha pessoa. Afinal de contas, o senhor não me conhece. Cheguei a cardeal porque sim. Do alto do seu cargo, já devia saber que vidas são vidas e que, as vidas não são todas iguais. De pessoa para pessoa, não acha que fazer pré-julgamento e preconceito está fora de moda? Valham-nos os praxantes e praxados de Design, Markting e Moda nesta questão! Ou serão os de Sociologia? Olhe, chame-se uns de Engenharia para ver se dão saída ao projecto destes Arquitetos. Mas, esteja descansado… Se alguém houver que não entenda esta língua, que os praxantes usam, temos sempre os caloiros de Línguas para nos safar. E, se não, nada que um de Enfermagem, em conjunto com um de Medicina, não esteja capaz de tratar. No final, o que tem que reinar é paz na academia. O que os praxantes, no fundo, tentam retratar é o mundo cão que está para lá dos limites da nossa tão estimada academia. E, acautele-se, senhor Reitor, porque dias piores virão e, não falo de praxes. Falo-lhe do estado da economia mundial. Isto está negro. Tão negro quanto as capas que trajam os seus alunos. Esses alunos, digo, animais, que pagam propinas a cada ano que passa.
Temos que ser duros, senhor Reitor! Temos que ser duros… Diga-me, sinceramente, quem vai preparar estes jovens para os tempos que se avizinham? Os professores? Os pais, que teimam em levantar as suas vozes contra esses animais que praxam os seus filhos? Afinal, quem vai preparar os jovens para não caírem em estado depressivo de cada vez que lhe forem fechadas portas? Quem os prepara para a falta de auto-estima, de que vão sofrer, quando se aperceberem que um novo tipo de escravidão está por aí a instalar-se? Diga-me, senhor Reitor! Diga-me! Está na praxe quem quer. Ninguém é obrigado a estar na praxe. Mas, também lhe digo, só saberá o quão interessante é passar por essa experiência quem, de facto, por ela passar.
Antes de terminar, senhor Reitor, deixe-me dizer-lhe o que eu apreendi ser a praxe. Praxe é uma forma de criar laços e de integração – que, quer se queira quer não, em cursos com elevado número de alunos a cada ano – ou vagas –, adicionando todos os outros que estão dispersos pelos anos seguintes, é complicado. Na praxe aprende-se a não desistir à primeira dificuldade, aprende-se a ser persistente, aprende-se a ser assertivo, aprende-se a cooperar, aprende-se a respeitar, aprende-se um conjunto de coisas que só com o decorrer de uma vida teríamos possibilidade de aprender, caso não passássemos por esta etapa. Praxantes há que, fazem questão de que os caloiros se dediquem a relembrar conceitos que, até então estavam guardados no baú de memórias que, lhes serão necessários no decorrer dos seus percursos académicos. Mas, mais do que tudo, a praxe serve para aprender a errar. E, com os erros aprende-se muito, senhor Reitor.
Senhor Reitor, a praxe serve para que os pais aprendam que os seus filhos já têm idade para levar pancada da vida, sem que eles tenham que sair em sua defesa. A praxe serve para que os caloiros sejam capazes de se desenvencilhar das mais diversas situações. A praxe serve para criar ratos. E, digo ratos no sentido de esperteza. Sabe, senhor Reitor, por mais que a escola nos ensine – e, ensina, com toda a certeza –, nada nos prepara melhor do que a escola da vida. E, veja lá que, a essa, nem sequer é preciso pagar propinas.
Nota final para descansar os pais mais preocupados: Ando na vida académica há 8 anos – não são meia dúzia de meses – e, NUNCA mas NUNCA ninguém me obrigou – ou eu obriguei enquanto praxante – ninguém a fumar ou a beber. Posso até garantir-lhes que quando saía à noite e os meus colegas me diziam para beber um copo, nunca o bebi. E, sabem porquê? Porque não bebo. Nunca me deixei levar por isso. Sabem porquê? Porque tenho as minhas convicções. Mas, isso, não se aprende na praxe. Revejam-se os valores familiares."
03 dezembro, 2013
What a Difference a Day Makes
You never
know the biggest day of your life is going to be the biggest. The days you
think are going to be big ones they are never as big as you make them how to be
in your head. It’s the regular days, the ones that start out normal, those are
the days that end up being the biggest. You don’t recognize the biggest day of
your life, not until you’re right in the middle of it. The day to commit to
something or someone, the day you get your heart broken, the day you meet your
soul mate, the day you realize there’s not enough time because you wanna live
forever. Those are the biggest days, the perfect days… you know?
24 novembro, 2013
Afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa
Estou cansado, é claro.
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei.
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói comodói
E não em função da causa que a produziu
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto -
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.
Álvaro de Campos
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei.
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como
E não em função da causa que a produziu
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto -
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.
Álvaro de Campos
23 novembro, 2013
Namora uma rapariga que lê
"Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.
Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.
Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.
Oferece-lhe outra chávena de café com leite.
Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua.
Ela tem de arriscar, de alguma maneira.
Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.
Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.
Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.
Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.
Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.
Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.
Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.
Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve."
Rosemary Urquico
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